A enquete privada realizada pela Plaza Pública Cadem revelou que cerca de 60% da população não quer que o argentino siga no cargo de técnico da 'Roja', enquanto 37% o apoia, apenas seis meses depois de Sampaoli comandar a equipe ao título inédito da Copa América.
Na semana passada, 78% dos entrevistados via com bons olhos a possível permanência do técnico argentino no cargo, o que representa uma queda de mais de 40 pontos percentuais em apenas uma semana.
A rejeição a Sampaoli é resultado do conflito o treinador com a Federação Chilena (ANFP). O argentino causou uma grande polêmica no país ao declarar publicamente sua intenção de deixar o cargo sem pagar a milionária multa da rescisão de contrato com o futebol chileno, com o qual tem vínculo até 2018.
Quase 70% dos entrevistados afirma que a ANFP não deveria permitir que Sampaoli saia sem pagar a multa rescisória, no valor de seis milhões de dólares.
Na semana passada, depois que Sampaoli se declarou "um refém" do futebol chileno, a ANFP deu por encerrada a negociação com o técnico e admitiu buscar outro profissional para seu lugar, deixando nas mãos da justiça uma resolução para o conflito.
Fernando Baredes, advogado de Sampaoli, declarou no domingo que seu cliente seguiria exercendo suas funções e responsabilidades de treinador do Chile, apesar da desavença com os dirigentes da federação e da intenção de deixar o cargo.
Sob a batuta de Sampaoli, o Chile conquistou em julho a primeira Copa América de sua história, derrotando na final, em Santiago, a Argentina de Lionel Messi.
A pesquisa realizada pela Plaza Pública Cadem, entre 13 e 15 de janeiro, revelou também que o argentino Marcelo Bielsa, que classificou a 'Roja' à Copa do Mundo da África do Sul-2010, lidera as preferências dos torcedores para substituir Sampaoli, seguido do chileno Manuel Pellegrini.
A pesquisa entrevistou 700 pessoas e tem margem de erro de 3,7%.