"Vamos fazer todo o possível para garantir que nenhum atleta dopado consiga entrar na Vila Olímpica no Rio de Janeiro", insistiu.
Bakasheva mostrou-se preocupada com o aumento de atletas cazaques flagrados em 2015. "As amostras de 16 atletas deram positivo. Não chega a ser um número enorme, mas, em relação a 2014, quando apenas seis atletas foram flagrados, é uma alta importante", revelou.
O dado que mais preocupa é que quatro dos 16 casos do ano passado dizem respeito a menores de 18 anos.
"É lamentável que atletas utilizem produtos dopantes no início de suas carreiras. Às vezes, eles fazem isso sem o conhecimento dos pais ou dos treinadores, principalmente em zonas rurais, onde não existe tanta vigilância", explicou.
Bakasheva, no entanto, garante que o Cazaquistão não vive o mesmo problema que o país vizinho, a Rússia, que foi banida de todas as competições de atletismo após a Agência Mundial Antidoping (Wada) denunciar um esquema de doping organizado nunca visto antes.
"Aqui, é impossível ter um problema como esse, por diversos motivos. Nosso centro antidoping está sob controle completo da Wada. Para manter a nossa reputação, queremos evitar qualquer risco e permanecer acima de qualquer suspeita", completou.