De madrugada, os familiares e amigos dos estudantes detidos por terem protestado contra uma reforma educacional se reuniram nos arredores das prisões birmanesas. A declaração da Dama de Yangun, que deixava entrever uma anistia em massa iminente, havia despertado muita esperança.
Em sua primeira diretriz oficial como conselheira de Estado especial, Aung San Suu Kyi, também ministra das Relações Exteriores, escreveu que trabalharia "pela libertação imediata dos presos políticos, dos militantes políticos e dos estudantes processados por motivos políticos".
Ainda há muitos presos políticos atrás das grades, apesar da libertação de dezenas deles desde a formação de um governo semi-civil em 2011.
A própria Nobel da Paz, ministra do primeiro governo da Liga Nacional pela Democracia (NLD), passou quase 15 anos sob prisão domiciliar durante o governo da junta militar.