Daly e outros dois homens, Colm Murphy e Michael McKevitt, foram condenados em 2009 a pagar 1,6 bilhão de libras em indenizações às vítimas porque as provas, principalmente os registros telefônicos, eram "esmagadoras".
No entanto, tratando-se de um julgamento civil, se livraram da prisão por este crime.
Após o anúncio da promotoria, Michael Gallagher, cujo filho Aiden morreu no atentado, admitiu que as provas contra Daly não eram conclusivas e culpou as autoridades por não terem feito um trabalho melhor.
"É muito doloroso, mas baseando-nos nas provas que vimos, não queria que ninguém fosse condenado", explicou à BBC.
"Voltaram a falhar conosco, a polícia, a promotoria, o governo e a justiça penal", disse.
"Esta era provavelmente a última oportunidade de que a justiça fosse feita. Infelizmente não será o caso. Teremos que reavaliar e discutir com nossa equipe legal o melhor modo de seguir adiante", acrescentou.
Entre as vítimas de Omagh havia uma mulher grávida de gêmeos e dois espanhóis, um menino Fernando Blasco Baselga, de 11 anos, e a monitora Rocío Abad Ramos, de 29, que formavam parte de um grupo escolar que fazia cursos de inglês no verão no Ulster.
Doze pessoas do grupo de espanhóis, em sua maioria crianças, ficaram feridas, quatro delas gravemente.