Após sua intervenção, Hollande recebeu na pista de pouso as tripulações de dois Mirages que voltavam de uma missão.
Retornando de "uma missão de guerra sobre o território do Iraque em apoio às tropas regulares iraquianas", o comandante Thibault disse aos jornalistas que "não há mistério (sobre o resultado da missão) já que as bombas não estão mais sob a fuselagem". "Sim, os elementos foram destruídos neste voo".
Desde novembro de 2014, é desta base que decolam os Mirages franceses para bombardear alvos do EI na Síria e no Iraque como parte da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos.
"Até este dia, cerca de 4 mil voos franceses foram realizados sobre o Iraque e a Síria como parte da operação Chammal", revelou Hollande, assinalando que as forças do EI já perderam "de 25% a 30%" do território que haviam conquistado.
"Nós desorganizamos suas estruturas (do EI), reduzimos sua capacidade de ação", afirmou Hollande, destacando "o sangue frio e o profissionalismo" dos militares franceses e o apoio dos jordanianos "na linha de frente" contra o Estado Islâmico.
"Mas a ação militar não é o suficiente", destacou Hollande ao defender uma solução política.
Segundo Hollande, a oposição síria "mostrou que é construtiva" em busca de uma saída negociada para o conflito. "As violações (da trégua em vigor desde fevereiro) não partem deles, mas sim do regime" de Bachar al-Assad.