Luiz Felipe Scolari, técnico do Guangzhou, participa de coletiva de imprensa em Osaka, no dia 21 de outubro de 2015 Luiz Felipe Scolari, técnico do Guangzhou, participa de coletiva de imprensa em Osaka, no dia 21 de outubro de 2015

O Guangzhou Evergrande, com sua segunda Champions League asiática em três anos, garantiu a vaga no Mundial de Clubes da Fifa, no qual buscará o título, liderado por uma legião brasileira: o técnico Felipão e o quarteto Robinho-Paulinho-Elkeson-Ricardo Goulart.

Sediado na cidade de Cantão, o Evergrande já disputou uma vez do Mundial de Clubes.

Em Marrocos-2013, depois de conquistar pela primeira vez o título continental, terminou a competição na quarta posição.

Naquela edição, estreou nas quartas de final com uma vitória por 2 a 0 sobre o Al Ahly, do Egito, antes de ser eliminado nas semifinais pelo poderoso Bayern de Munique (3-0), que terminou campeão.

Na partida pelo terceiro lugar, perdeu por 3 a 2 para o Atlético Mineiro.

Dois anos depois, a equipe chinesa começa uma nova aventura nas quartas de final contra o América, do México, em 13 de dezembro, em Osaka. Em caso de vitória, enfrentará nas semifinais o assustador Barcelona, de Messi, Neymar e Suárez.

O clube, atualmente propriedade da empresa do setor imobiliário Evergrande (60%) e do Alibaba, gigante do varejo eletrônico (40%), sofreu prejuízo de 75 milhões de dólares em 2014, devido principalmente aos enormes salários pagos às estrelas da equipe.

Segundo informações da imprensa, o clube paga 90 milhões de dólares por ano a jogadores e treinadores.

Em junho, Felipão, técnico do Brasil no pentacampeonato mundial na Copa do Japão e Coreia-2012, que fracassou no Mundial em casa, em 2014, com a fatídica goleada de 7 a 1 para a Alemanha, chegou a Cantão para substituir o italiano Fabio Cannavaro, que só ficou seis meses à frente da equipe.

- Robinho, a joia da equipe -

Em seguida, o Evergrande mostrou seu poderio econômico contratando Paulinho, volante da seleção brasileira e do Tottenham, por 15 milhões de dólares, com um contrato de 7 milhões de dólares anuais.

Logo chegou Robinho, que, a principio, assinaria contrato de 12 milhões de dólares anuais, mas precisou se conformar com 'apenas' 3 milhões de dólares por seis meses de vínculo, apenas até a disputa do Mundial de Clubes.

Após anos de predomínio italiano, com Marcelo Lippi como técnico -antes de Cannavaro- e jogadores como Alberto Gilardino e Alessandro Diamanti, agora é o Brasil que manda em Cantão.

Este é o novo rumo de um clube que até 2010 estava na segunda divisão chinesa e que, desde então, conquistou cinco títulos nacionais, tornando-se no único clube do país a vencer a Champions League asiática (2013 e 2015).

A aposta brasileira parte de um meio de campo comandado por Paulinho, convocado por Felipão para a Copa do Mundo-2014, e um ataque de excelente qualidade.

Ricardo Goulart, de 24 anos e bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, foi eleito o melhor jogador do ano na China e é acompanhado de Elkeson, que brilhou no Botafogo em 2013, e de Robinho, que aos 31 anos decidiu continuar a carreira em terras chinesas.

Felipão espera deixar para trás o trauma do 7 a 1 e reviver as glórias que de 2002, quando levou ao Brasil ao penta, justamente em terras japonesas, onde tentará surpreender, desta vez com um time chinês.

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