Luis Suarez, Neymar e Lionel Messi, do Barcelona Luis Suarez, Neymar e Lionel Messi, do Barcelona

O Mundial de Clubes da Fifa volta ao Japão para sua 12ª edição (10-12 de dezembro), com o Barcelona como grande favorito rumo ao tricampeonato, o que seria o recorde da competição, na qual o River Plate, da Argentina, sonha em surpreender os catalães.

Após dois anos em Marrocos, o torneio que reúne os campeões das seis confederações da Fifa, além do campeão local, o Sanfrecce Hiroshima, que disputa nesta quinta-feira o jogo de abertura, contra o Auckland City, grande surpresa do ano passado.

Com Osaka e Yokohama como sedes, o Japão recebe o evento pela sétima vez.

River Plate, América (México), Guangzhou Evergrande (China), TP Mazembe (Congo), Auckland City (Nova Zelândia) e Sanfrecce Hiroshima entrarão em campo para tentar desbancar o enorme favoritismo do Barcelona.

Campeão em 2009 e 2011 e vice em 2006, quando perdeu para o Internacional, o Barcelona buscará uma terceira taça no Mundial para se tornar o recordista de títulos da competição. Atualmente, divide a honra com o Corinthians, campeão da edição inaugural, disputada no Brasil em 2000, e no Japão em 2012.

- Trio 'MSN' endiabrado -

Os catalães chegam ao Mundial vivendo fase esplendorosa. Depois de um início de temporada com alguns tropeços (derrota para o Athletic na Supercopa da Espanha, vitória suada sobre o Sevilla na Supercopa da Europa), a equipe voltou a mostrar a grande forma da temporada passada, quando conquistou a 'tríplice-coroa' (Champions-Copa do Rei-Liga).

Curiosamente, a reação coincidiu com a lesão em setembro de Lionel Messi. O argentino ficou sete semanas longe dos gramados com uma lesão séria no joelho, o que acabou obrigando Neymar e Luis Suárez a assumirem o papel de líderes da equipes. E o brasileiro e o uruguaio não decepcionaram, tornando-se respectivamente artilheiro e vice da Liga Espanhola.

Já com o trio reconstituído, o Barça assustou a Europa aplicando duas goleadas históricas: 4 a 0 no Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu e 6 a 1 na Roma.

O clube catalão transita sem percalços pela Liga, pela Champions e pela Copa do Rei e se prepara para estrear na segunda semifinal do Mundial de Clubes, em 17 de dezembro em Yokohoma, contra o vencedor do duelo entre América e Guangzhou Evergrande.

Neymar tem tudo para deixar para trás a desilusão de 2011, quando amargou o vice-campeonato com o Santos, ao ser goleado justamente como Barça, com o qual espera chegar ao topo do mundo.

Os catalães buscam no Japão o quinto título do ano, e só não podem repetir o 'sextete' de 2009, quando eram comandados por Pep Guardiola, porq conta da derrota para o Athletic na Supercopa da Espanha.

Por hierarquia e tradição, o segundo favorito ao título é o River Plate, atual campeão da Libertadores.

Após se tornar uma máquina de ganhar troféus (Copa Sul-Americana-2014, Libertadores-2015 e Copa Suruga-2015), a equipe do técnico Marcelo Gallardo está em queda livre nos últimos meses.

Talvez pagando pelo esforço realizado no último ano, no qual perdeu diversos importantes jogadores (Teófilo Gutiérrez, Fernando Cavenaghi, Ramiro Funes Mori, Germán Pezzella e Ariel Rojas), o River viaja ao Japão em mau momento técnico, mas ninguém duvida de que a perspectiva de enfrentar o gigante Barcelona trará à tona o melhor do time argentino.

- Felipão e Robinho -

No outro lado da chave, o River enfrentará no dia 16 de dezembro em Osaka o vencedor do duelo entre Mazembe e Auckland City ou Sanfrecce Hiroshima.

Atrás de Barcelona e River, o restante das equipes têm motivos para acreditar em surpresas. O América, que em 2016 festejará 100 anos de vida, acaba de ser derrotado pelos Pumas nas semifinais do Campeonato Mexicano, mas tem como grande objetivo tornar-se o primeiro clube do país a chegar à final do Mundial.

"Temos o sonho e a ilusão de estar na final do Mundial de Clubes e vamos brigar por isso", declarou o técnico Ignacio Ambriz.

Já o Guangzhou Evergrande, comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, aposta no talento de ex-jogadores da seleção, como Paulinho, ex-Corinthians e Tottenham, e Robinho, Ex-Santos, Real Madrid e Milan.

Felipão conta também com outros brasileiros, como Ricardo Goulart, eleito o melhor jogador do Campeonato Chinês, e Elkeson, que brilhou no Brasil defendendo o Botafogo.

Representando a África, o Tout Puissant Mazembe, do Congo, quer repetir o feito de 2010, quando surpreendeu o mundo ao chegar a final do Mundial, depois de eliminar nas semifinais o Internacional. Naquela ocasião, o time africano acabou derrotado na decisão pela Inter de Milão (3-0).

Quem chegou perto da final no ano passado foi o Auckland City, equipe que nesta edição participa do Mundial pela sétima vez, um recorde.

Em Marrocos-2014, os neo-zelandeses chegaram às semifinais e levaram o San Lorenzo argentino à prorrogação, finalmente sendo derrotados por 2 a 1.

A equipe local, o Sanfrecce Hiroshima, venceu no sábado a final do Campeonato Japonês contra o Gamba Osaka. Agora, busca mostrar seu valor a nível internacional contra as melhores equipes do mundo.

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