Fontes francesas e americanas estimam entre 3.000 e 5.000 o número de combatentes na Líbia, incluindo centenas de tunisianos, sudaneses, iemenitas e nigerianos que faziam parte do grupo extremista Boko Haram.
Na segunda-feira, o grupo jihadista organizou na Tunísia ataques simultâneos contra um quartel do exército, uma delegacia e um posto da Guarda Nacional em Ben Guerdane, uma cidade de 60.000 habitantes, localizada a poucos quilômetros da Líbia.
Cinquenta e cinco pessoas foram mortas nos combates, incluindo 36 extremistas, de acordo com o primeiro-ministro tunisino Habib Essid.
A Itália é o país favorito para liderar uma força internacional para parar o grupo EI do país, devido à sua proximidade geográfica com a Líbia.
No entanto, o ministro das Relações Exteriores reiterou uma vez mais as condições para a adoção de tal compromisso.
"Estamos trabalhando para responder rapidamente a um possível pedido do governo da Líbia, nada mais e nada menos, conforme previsto na Constituição e só depois de receber autorização do Parlamento" italiano, explicou o ministro.
Intervenções militares "não são a solução e às vezes podem agravar o problema", lembrou Gentiloni.