O presidente argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires, no dia 23 de maio de 2016 O presidente argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires, no dia 23 de maio de 2016

A Argentina se defendeu, nesta sexta-feira, das críticas recebidas da oposição ao governo venezuelano de Nicolás Maduro por não promover na Organização dos Estados Americanos (OEA) a aplicação da Carta Democrática Interamericana.

"Não houve nenhuma mudança", afirmou o chefe de gabinete do presidente Mauricio Macri.

Vários líderes da oposição venezuelana criticaram que a Argentina tenha apresentado uma postura "moderada" a favor do diálogo em uma sessão urgente, na quarta-feira (1º), depois que o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, invocou a Carta Democrática contra Caracas. Esse mecanismo é usado para casos de ruptura da ordem democrática.

"Não houve qualquer mudança da Argentina em relação a esse tema", declarou o chefe de gabinete Marcos Peña em entrevista coletiva a agências de notícias internacionais.

Segundo Peña, Buenos Aires "foi muito consistente, e continuaremos sendo, em torno da defesa da democracia, dos direitos humanos e da paz na nossa região", acrescentou.

Peña insistiu em que o objetivo de seu governo é levar tranquilidade à população do país vizinho, "sabendo que é difícil, em um momento de tanta crise e angústia, mas os venezuelanos não estão sozinhos".

O principal líder da oposição venezuelana a manifestar sua frustração com o governo de centro-direita de Macri foi o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, que ironizou no Twitter: "Cristina (Kirchner) ao menos não era hipócrita".

"Depois da mudança, opositores democráticos venezuelanos, que somos ampla maioria, escreveremos micro, em vez de Macri", afirmou Ramos Allup.

A oposição venezuelana interpretou que a postura diplomática da Argentina na OEA está relacionada com a corrida pela secretaria-geral das Nações Unidas da chanceler Susana Malcorra.

"Essa visão é falsa, porque nós não mudamos nossa política, na nossa visão sobre o que está acontecendo na Venezuela, nem nosso olhar sobre o governo da Venezuela", negou Peña, categoricamente.

"Acredito em que possam nos acusar de muitas coisas, menos de ter sido uma força política, ou um governo que apoiou o governo da Venezuela", acrescentou.

Ele explicou que a candidatura argentina de Susana Malcorra à ONU se baseia nos princípios de Política Externa que inclui a defesa dos direitos humanos, da paz e da democracia.

Ainda segundo Marcos Peña, também "inclui a importância do diálogo como mecanismo para resolver os conflitos, com o qual não sintamos que haja qualquer contradição, basicamente, porque não sentimos de, modo algum, que tenha havido uma mudança de postura".

O chefe de gabinete reconheceu que a crise venezuelana merece ser monitorada dia após dia e que Buenos Aires não descartou qualquer mecanismo, como as cláusulas democráticas estabelecidas pelo Mercosul, ou pela OEA, em caso de alteração, ou de ruptura democrática e constitucional em algum de seus Estados-membros.

"Simplesmente consideramos que, nesse momento, nossa maior contribuição em nível regional e, nisso, concordam praticamente todos os países da região, é poder promover um caminho de diálogo para que os venezuelanos possam encontrar uma solução para essa crise política", concluiu.

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