Nela vamos informar sobre o que a instituição realizou, formalmente, em fatos, sem julgamentos de valor", disse Humberto Oviedo, comandante do Exército, em declarações divulgadas neste sábado no jornal La Tercera.
Após o fim da ditadura de Pinochet (1973-1990) foram abertas investigações sobre violações dos direitos humanos durante o sangrento regime, que deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos e 38.000 torturados.
Oviedo explicou que a intenção do documento é justamente divulgar os gestos concretos realizados pelo Exército para colaborar nestas investigações judiciais, 25 anos após o fim da ditadura.
Instituições de direitos humanos demandaram que o Exército entregue dados sobre a localização dos milhares de desaparecidos deixados pela ditadura de Pinochet, enquanto a própria presidente Michelle Bachelet, detida, torturada e exilada durante o regime, pediu o fim do silêncio e a entrega de informações.
"Enfaticamente não cabem pactos de silêncio na instituição, porque isso estaria descumprindo uma norma legal", afirmou o comandante Oviedo.
Um total de 1.371 agentes da ditadura de Pinochet foram acusados e condenados pela justiça chilena, enquanto ainda estão abertos mais de 1.000 casos contra colaboradores do regime, segundo dados oficiais.