Ex-gerente da companhia chinesa CAMC, que obteve contratos milionários com o governo Morales, a mulher está detida em uma penitenciária de La Paz, acusada de enriquecimento ilícito.
A denúncia ocorre um dia após o advogado de Zapata revelar supostos diálogos entre sua cliente e o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, via WhatsApp.
A oposição afirma que Zapata aproveitou seus contatos no governo para promover negócios, enquanto a administração descarta vínculos com ela, apesar de admitir que a mulher trabalhava habitualmente no gabinete reservado à primeira-dama.
Detida há mais de um mês e levada de uma prisão a outra na cidade de La Paz, Zapata afirma que está em um local onde "as internas são perigosas".
Após a denúncia, o ministério do Interior informou ter determinado "uma perícia médica para verificar se a detenta Gabriela Zapata Montaño ingeriu contra sua vontade alguma droga", e revelou que tomará medidas para garantir sua segurança física.