"O Daesh (acrônimo em árabe do grupo) também é culpado de crimes contra a humanidade em relação aos mesmos grupos", acrescentou.
O chefe da diplomacia americana fez estas declarações depois que o Congresso classificou a organização jihadista como "genocida".
O departamento de Estado esclareceu que a "declaração moral" de Kerry não implica nenhuma nova obrigação legal para os Estados Unidos, ainda que Washington tenha afirmado que trabalhará para obter e registrar evidências, a fim de levar o caso à justiça.
Em março de 2015, os investigadores das Nações Unidas advertiram que o autoproclamado califado jihadista tentava acabar com os yazidis, uma minoria religiosa que remonta aos tempos pré-islâmicos.
Por sua vez, o Simon Wiesenthal Center, que trabalha na conservação da memória de genocídios passados e que faz campanha contra o fanatismo, comemorou a decisão de nomear cristãos e yazidis como vítimas do EI.
"Reiteramos nosso pedido de que os Estados Unidos considerem esses dois grupos como prioritários na consideração de autorização de imigração para o nosso país", ressalta a organização.
Um porta-voz do departamento de Estado, que pediu anonimato, disse que a designação de genocídio não altera as regras para alguém ser considerado um refugiado, e que, na prática, exilados sírios já recebem clemência porque o EI tem cometido estas atrocidades há tempos.
Após este anúncio, o presidente da câmara baixa do Congresso que aborda as questões de direitos humanos no mundo, Chris Smith, disse que agora Washington deveria começar a fazer lobby para constituir um Tribunal Internacional do tipo que foram criadas para os casos de Ruanda e Iugoslávia.