"A questão aqui não são os armênios (...). O caso armênio é utilizado no mundo todo como uma chantagem conveniente contra a Turquia", disse o presidente em um discurso.
"Me dirijo ao mundo inteiro (...). Nossa atitude sobre a questão armênia foi clara desde o princípio. Nós nunca aceitaremos as acusações de genocídio", reiterou.
Para o presidente turco, durante a I Guerra Mundial os territórios ainda em mãos do Império Otomano estavam submetidos a "um cerco de todas partes" e, "obviamente, uma série de medidas foram adotadas para restabelecer a ordem na península de Anatolia".
A votação do Parlamento alemão aumenta a tensão das relações entre a Turquia e a União Europeia, na qual Ancara solicitou o ingresso em 1987.
"Ou buscamos soluções para nossos problemas de uma maneira justa, ou a Turquia deixará de ser uma barreira para os problemas da Europa. Vamos deixá-los com suas próprias preocupações", acrescentou Erdogan, em aparente alusão aos acordos firmados com a União Europeia para impedir a chegada de migrantes sírios ao bloco.
Os armênios consideram que 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas de maneira sistemática ao fim do Império Otomano, em 1915.
Muitos historiadores e mais de 20 países, incluindo França, Itália e Rússia, reconheceram o genocídio dos armênios.
A Turquia afirma, por sua vez, que se tratou de uma guerra civil, ao que se somou a fome, na qual morreram de 300.000 a 500.000 armênios e outros tantos turcos quando as forças otomanas e a Rússia disputavam o controle de Anatolia.