Os resultados do primeiro turno das presidenciais, realizadas em 25 de outubro de 2015, foram rejeitados pela oposição, que denunciou "um golpe de Estado eleitoral" para favorecer o então presidente, Michel Martelly.
O candidato apoiado pelo governo, Jovenel Moïse, obteve 32,76% dos votos, contra 25,29% de Jude Célestin, que qualificou os resultados como "farsa ridícula".
Na segunda-feira, a comissão independente de verificação e avaliação eleitoral recomendou a anulação desse primeiro turno, após constatar fraudes.
Após esta recomendação, o Conselho Eleitoral Provisório (CEP) afirmou que em 6 de junho anunciaria uma nova data para a eleição.
"A partir da data de publicação do calendário eleitoral, o CEP precisa de 90 a 120 dias para organizar as eleições", indicou Privert em Havana.
O mandato do presidente interino, eleito pelo Parlamento após a saída sem sucessor de Michel Martelly em fevereiro, termina em 14 de junho, e até o momento nenhuma solução foi proposta pelos legisladores para gestionar o eventual vazio de poder presidencial.
Reorganizar completamente a votação implicará um gasto excepcional que o país mais pobre do Caribe não pode assumir sozinho.
Para as eleições de 2015, o orçamento de cerca de 100 milhões de dólares tinha sido majoritariamente assumido pela comunidade internacional.
Tal gasto suscitou um debate, especialmente considerando que a participação cidadã é muito limitada: no primeiro turno de outubro, menos de um quarto dos eleitores foram às urnas.