Os legisladores do PSUV entregaram à procuradora-geral Luisa Ortega um documento em que pedem a abertura de uma investigação contra os parlamentares Delsa Solórzano, Juan Guaido, Luis Florido, Ángel Medina e Williams Dávila.
A acusação foi apresentada um dia depois de o número dois do chavismo, o deputado Diosdado Cabello, ter anunciado a preparação de uma denúncia contra os opositores que viajaram na semana passada a Washington e se reuniram com o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro.
"Estou preparando uma denúncia às autoridades nacionais contra esses deputados e cidadãos que foram para fora do nosso país difamá-lo, agredi-lo, pedir intervenções, pedir constituições democráticas (...) Isso é traição à pátria", afirmou Cabello, em entrevista com a estatal Radio Nacional da Venezuela (RNV).
O Código Penal venezuelano, em seu artigo 128, castiga com prisão de 20 a 30 anos o crime de traição à pátria.
Em Washington, os deputados pediram a Almagro que avalie "os distintos mecanismos que a OEA tem e procedam pelo resgate da democracia venezuelana", informou Florido, na volta a Caracas.
Caracas mantém relações tensas com Almagro, que apoia a anistia para políticos presos.
O presidente Nicolás Maduro o acusa de apoiar as "manobras golpistas da direita venezuelana".