Fabius deu esta declaração quando o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, acabava de anunciar a suspensão das negociações de paz intersírias em Genebra, que estão em um impasse.
O avanço desta quarta-feira é o mais significativo das tropas pró-Assad na província de mesmo nome desde 2012.
A cidade de Aleppo, que antes da guerra era a capital econômica da Síria, está dividida em dois. Os bairros do oeste são controlados pelo governo, e os do leste, pelos rebeldes.
Hoje, as tropas do governo de Al-Assad romperam o cerco às cidades de Nebbol e Zahra, quando avançavam para a cidade de Aleppo, afirmou a fonte militar presente no terreno.
Eles cortaram, em seguida, a rota de fornecimento dos rebeldes entre Aleppo e Turquia, a principal rota por onde recebiam ajuda e reforço, segundo a mesma fonte.
Em seu avanço para Aleppo, o Exército recebeu um apoio importante da Força Aérea russa, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
"Bombardeios intensos da aviação russa" contra os insurgentes possibilitaram o fim do cerco a Nebbol e Zahra, informou esta ONG.
A província de Aleppo está, em grande parte, nas mãos da Frente Al Nosra, braço sírio da Al Qaeda, e de seus aliados islamitas, ou do grupo islamita Estado Islâmico (EI).
Desde o início, em 30 de setembro, da intervenção militar da Rússia, aliado do governo de Bashar al-Assad, o Exército sírio avançou ante os insurgentes nas províncias de Latakia (noroeste), Aleppo (norte) e Deraa (sul).