Um terceiro título (2009 e 2011) neste torneio faria do clube catalão o maior vencedor da competição, superando o Corinthians (2002 e 2012).
O título também fecharia com chave de ouro um ano praticamente perfeito, no qual o Barcelona conquistou todos os principais títulos que disputou (Liga, Copa, Champions e Supercopa da Europa), com exceção da Supercopa da Espanha, na qual foi surpreendido pelo Athletic Bilbao.
No comando da equipe estará Lionel Messi, que vem recuperando ritmo de jogo desde a grave lesão no joelho e encara um campeonato no qual historicamente se dá muito bem, marcando gols nas duas finais que disputou.
Após sete semanas ausente, o quatro vezes melhor do mundo voltou a campo em novembro e mostrou alguns lampejos, mas não conseguiu brilhar com a regularidade costumeira.
Em Yokohoma, o argentino não poderá contar com um de seus companheiros de ataque, o brasileiro Neymar, que sofreu na semana passada uma lesão muscular e que se recupera com a intenção de poder disputar a final de domingo. O Uruguaio Luis Suárez fará dupla de ataque com Messi nesta quinta-feira.
Par Felipão, a ausência de Neymar não será tão sentida pelo Barcelona, apesar do ótimo momento vivido pelo atacante brasileiro.
"Neymar é um dos três melhores jogadores do mundo, ele tem potencial para ser o melhor jogador do mundo nos próximos cinco anos, mas o Barcelona tem 25 'Neymars', tem qualidade em todas as posições no campo", elogiou o técnico brasileiro.
O Barcelona, porém, que chegou na segunda-feira no Japão, tem que lutar contra o escasso tempo para se adaptar ao fuso horário, após 13 horas de viagem, e encara uma equipe do Guangzhou Evergrande comandada pelo experiente Felipão.
- Paulinho, herói das quartas de final -
Campeão do mundo com o Brasil em 2002, Felipão traz seus 33 anos de experiência a um clube chinês que apostou na tradição brasileira para se tornar campeão da Ásia.
"Sabemos que somos pequenos, mas queremos conseguir esse objetivo. Vamos pensar assim e trabalhar para isso, tenho que conscientizar meus jogadores de que isso é possível", declarou o técnico brasileiro logo após a vitória sobre o América mexicano, pelas quartas de final, no domingo.
Além de Felipão, o Guangzhou aposta no talento do trio brasileiro formado por Elkeson, Ricardo Goulart e Robinho.
Contra a equipe mexicana, o herói foi Paulinho, que iniciou a jogada do primeiro gol e marcou o segundo de cabeça, nos acréscimos da partida.
"É uma equipe difícil, mas espero que seja possível imprimir nosso estilo. Estamos aqui para ganhar o Mundial. É uma competição importante e muito difícil de conseguir, porque antes você precisa ganhar a Champions", afirmou o volante catalão Sergio Busquets.
"Mudamos um pouco. Nos tornamos uma equipe mais vertical. É claro que não perdemos a ideia de manter a posse de bola, esse é nosso selo e nossa prioridade", completou Messi em entrevista ao site da Fifa.
Recebido como estrelas do rock no Japão, com grande expectativa em relação a qualquer passo de seus integrantes, o Barcelona tem no horizonte uma esperada final no domingo contra o River Plate, que passou no sufoco nesta quarta-feira pela surpresa da competição, o Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês e representante local, vencendo por 1 a 0.
-- Equipes prováveis:
Barcelona: Bravo - Alves, Piqué, Mascherano, Alba - Busquets, Rakitic, Iniesta - Messi, Suárez, Munir. T: Luis Enrique
Guangzhou Evergrande: Li Shuai - Zhang Linpeng, Feng Xiaoting, Huang Zheng, Kim Younggwon - Paulinho, Zheng Zhi, Huang Bowen - Robinho, Elkeson, Goulart. T: Luiz Felipe Scolari (BRA).