O técnico do Paris Saint-Germain, Laurent Blanc, em Paris, no dia 15 de fevereiro de 2016 O técnico do Paris Saint-Germain, Laurent Blanc, em Paris, no dia 15 de fevereiro de 2016

"Seria muito melhor se nada disso tivesse acontecido, é óbvio que estamos perturbados", lamentou o técnico do Paris Saint-Germain, Laurent Blanc, que foi chamado de "bicha" pelo lateral Serge Aurier, às vésperas do choque contra o Chelsea.

Por conta das ofensas proferidas num vídeo gravado através de um aplicativo de relacionamento com seus fãs, o marfinense foi afastado do elenco parisiense.

Ele não enfrentará o clube londrino nesta terça-feira, no Parque dos Príncipes, pela partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões.

Na entrevista coletiva deste segunda-feira, o serviço de imprensa do PSG autorizou apenas uma pergunta sobre o caso Aurier.

-Como você reagiu às declarações de Aurier?

"Como eu reagi? Muito mal. Todo mundo pode ter opiniões, estamos numa democracia. Mas esse rapaz sabe que há dois anos, eu fiz de tudo para convencer a diretoria de contratá-lo, e foi assim que ele me agradeceu. Acho isso deplorável. Ele puniu a si mesmo. Normalmente, deveria estar se preparando para jogar uma partida de Liga dos Campeões. É melhor do que ficar em casa, sem saber o que fazer. É ruim para ele, mas o que eu não admito é que é ruim também para o clube. Convivi com esta nova geração, e muitos vivem pedindo desculpas. Ao invés de ficar pedindo desculpas, é melhor parar para pensar antes de fazer besteira. Se Serge tiver algum problema comigo, não vou usar a mídia para resolver. Vou resolver direto com ele".

-O grupo está perturbado com o que aconteceu?

"É óbvio que estamos perturbados. Não havia nenhum motivo para ter que lidar com uma situação dessas. Eu tenho praticamente todos o elenco à disposição, não temos mais problemas com lesões, mas apenas um jogador ficou fora por conta de um problema que ele mesmo gerou. Ontem, o grupo estava focado, mas era um dia depois da partida contra o Lille (0-0). Não tivemos condições de trabalhar fisicamente. Hoje (segunda-feira) é o único dia em que podemos realmente preparar a partida, e vamos ter que disputá-la sem ter tido a preparação ideal".

-A renovação de Verratti pode ajudar a deixar para trás esse fim de semana ruim?

"O fim de semana poderia ter sido melhor, com uma vitória sobre o Lille, e sem essa história toda. Teria sido melhor preparar o jogo com mais serenidade, sem esse caso".

-Além dos problemas extra-campo, como você encara a partida?

"O PSG precisa impor seu jogo. Vamos enfrentar um time difícil de ser batido, que é capaz de nos derrotar. As duas equipes têm níveis bastante parelhos. A Liga dos Campeões pode trazer coisas bastante positivas para a temporada do Chelsea (que faz uma péssima campanha no Campeonato Inglês). O técnico deles (Guus Hiddink) tem muita experiência nesta competição, que já venceu (em 1988, no comando do PSV Eindhoven). Será um jogo complicado, com muita agressividade".

-Você pretende apostar todas as fichas na Champions, mesmo se for em detrimento as competições nacionais?

"Quando você começa uma temporada com o PSG, precisa saber que será julgamento praticamente apenas pelo desempenho na Liga dos Campeões. Para vocês (a imprensa), o título da Ligue 1 já está praticamente ganho, e seria feio não encarar as copas nacionais com profissionalismo. Então, temos que fazer quatro gols por jogo... Temos as armas para jogar esse tipo de partida. Os jogadores estão cada vez mais entrosados. Faz três anos que contratamos jogadores experientes, que já ganharam a Liga dos Campeões. Estamos num nível que as pessoas não estão acostumadas a ver na França, mas é nessa competição que o clube precisa mostrar que está progredindo, e tem as armas para conquistar o título europeu um dia".

Declarações colhidas em entrevista coletiva

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