O presidente sírio considera que na prática implementar a trégua é "difícil".
"Quem vai falar com os terroristas? E se um grupo terrorista rejeitar o cessar-fogo, a quem deve prestar contas?", disse, em declarações difundidas pela agência oficial Sana.
O plano internacional tem como objetivo impulsionar os diálogos de paz, iniciados no fim de janeiro, mas se romperam, em parte pelo governo sírio, para recuperar a província de Aleppo, no norte do país.
Para Assad, o problema da trégua é que nem todos os atores do conflito vão abraçá-lo.
"Um cessar-fogo tem que implicar em que todos os terroristas deixem de fortalecer suas posições. Deve-se proibir o deslocamento de armas, de equipamento, de terroristas", afirmou.
Cinco anos depois do início da guerra na Síria, que deixou mais de 260 mil mortos, a situação humanitária é catastrófica no país.
Agravou-se após a ofensiva do regime, com o êxodo de milhares de pessoas que se amontoam ante a ainda fechada fronteira turca para o norte do país.