O Irã disse que, na terça e na quarta-feiras, fez uma série de testes de mísseis balísticos, que motivaram a preocupação da comunidade internacional.
Ban não se pronunciou claramente sobre se esses testes respeitam, ou não, as resoluções da ONU e o acordo nuclear firmado em julho de 2015 entre Irã e as grandes potências. Segundo ambos os textos, Teerã deve se abster de lançar mísseis balísticos que possam estar equipados com ogivas nucleares.
"O secretário-geral observa que é da competência do Conselho de Segurança examinar essas informações", acrescenta seu porta-voz.
Na quarta-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, protestou com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, pelos testes nucleares de Teerã. Washington não denunciou esses testes até o momento como violações ao acordo nuclear.
Segundo a imprensa oficial iraniana, vários mísseis de curto, médio e longo alcance (de 300 a 2.000 km) foram lançados em diferentes partes do território nacional, a maioria de bases subterrâneas.
Após o lançamento dos últimos disparos ontem, o comandante da Divisão Aeroespacial da Guarda Revolucionária, general Amir Ali Hajizadeh, afirmou que esses mísseis estão destinados a atingir os inimigos distantes - Israel em particular.
Israel denunciou, por sua vez, que foram "violações grosseiras da resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU", a qual validou o acordo entre Teerã e as grandes potências. O acordo entrou em vigor no início deste ano.