-Desde a derrota na Alemanha, muitos torcedores dizem acreditar na 'Remontada'. Esse tipo de energia pode ajudar a equipe?
"Há muita gente alimentando discussões acaloradas, mas temos que fazer todo o contrário. É um jogo importante, todos nós sabemos disso, mas temos que manter a cabeça fria. Esse jogo não vai ser ganho em quinze minutos. E se eles fizerem um gol, pode complicar ainda mais a nossa tarefa (obrigaria o Real a fazer quatro). Tudo pode acontecer no futebol. Temos que manter o foco do primeiro ao último minuto de jogo. O certo é que estamos determinados".
-Você mesmo viveu uma 'Remontada' com o Real como jogador, contra o Bayern de Munique, em 2002. Essa experiência ajudou para a preparação do jogo de hoje?
"Só me lembro mesmo que ganhamos aquele jogo... Mas não é uma questão de jogadores, é algo que faz parte deste clube. O Real sempre foi assim, já conseguiu 'Remontadas' extraordinárias' em jogos importantes no Bernabéu. Amanhã (terça-feira) será mais um jogo como esses. Talvez seja o mais importante da nossa temporada, mas não deixa de ser um jogo de futebol e estamos preparados para jogá-lo".
-O que você disse aos jogadores sobre esse jogo?
"Não foi preciso falar muito. Os jogadores sabem o que nos espera e o que precisamos fazer. Minha preocupação, nesses últimos dias, foi ver o rosto dos jogadores e percebi que estavam bastante concentrados. Isso tira um pouco da minha pressão. Perdemos por 2 a 0, mas tempos 90 minutos ou mais para reverter isso, não apenas cinco minutos. A mensagem é: 'Paciência!'. Tudo pode acontecer no futebol. No clássico da Liga Espanhola, quando perdíamos por 1 a 0, estávamos a 13 pontos do Barça, mas acabamos ganhando de virada por 2 a 1 e agora reduzimos a diferença para quatro pontos".
-Você imagina a possibilidade do Real ser eliminado?
"O Real nunca se prepara para não se classificar. Não é o recordista de títulos na Champions (10) à toa. O clube tem uma grande história. Quando digo que não estou preocupado, é que, para mim, a melhor maneira de encarar uma partida é manter a tranquilidade. Sempre procuro manter o otimismo. Foi com essa filosofia que consegui ganhar coisas como jogador".
-É para viver esse tipo de partida que você resolveu virar técnico?
"É verdade que todo mundo quer viver noites de Liga dos Campeões como essa. Teria sido melhor vencer a partida de ida, obviamente, mas a derrota torna o desafio ao mesmo tempo mais complicado e mais emocionante. É tão bonito vencer na dificuldade, fazer a diferença. Estou ansioso para a terça-feira chegar".
Declarações colhidas em entrevista coletiva