(Arquivo) O técnico do Real Madri, Zinédine Zidane, durante uma partida em Valência, Espanha, no dia 2 de março de 2016 (Arquivo) O técnico do Real Madri, Zinédine Zidane, durante uma partida em Valência, Espanha, no dia 2 de março de 2016

Zinédine Zidane volta a território inimigo: o ex-craque francês encara seu primeiro clássico espanhol como técnico do Real Madrid contra o Barcelona, um adversário que ele conhece bem, e no Camp Nou, onde costumava brilhar em campo.

Zizou no Barça

Um vídeo antigo de 20 anos ressurgiu na imprensa espanhola quando Zidane foi nomeado técnico do Real Madrid em janeiro: é possível ver o francês se declarando torcedor do Barcelona, durante sua apresentação como novo jogador da Juventus, em 1996.

"Quando eu era pequeno, gostava da Juventus, e na Espanha do Barcelona", explica o francês no vídeo.

Aquele mesmo ano poderia ter proporcionado uma carreira completamente diferente para Zidane. Johan Cruyff, falecido na última quinta-feira, na época era o técnico do Barça. O holandês havia garantido ter entrado em acordo verbal para a contratação de ‘Zizou’ em 1996, mas acabou deixando o cargo por motivos de saúde e a transferência não foi finalizada.

O resto é história: Zidane brilhou na Juventus, conquistou a Copa do Mundo-1998 com a França e optou por jogar no Real (2001-2006), se tornado um ícone do clube de Madri.

O 'Clássico', a maior das batalhas

Na capital espanhola, o francês é visto como o responsável pelo 9º título de Liga dos Campeões da história do Real, marcando o gol da vitória na final sobre o Bayer Leverkusen, em maio de 2002, num espetacular voleio que entrou para a eternidade.

Um mês antes, Zidane abriu o placar na partida de ida das semifinais da Champions, num clássico memorável contra o Barça no Camp Nou, abrindo caminho para o título do Real (2-0, 1-1 na volta).

Esse gol, anotado com um leve toque por cima do goleiro, deu o tom para os confrontos seguintes contra o Barça, nos quais Zidane muitas vezes foi determinante. No total o francês anotou três gols em 11 clássicos, com quatro vitórias, quatro empates e três derrotas. No Camp Nou, seu retrospecto é bom: duas vitórias dois empates e apenas uma derrota.

"Ele sempre fez a diferença nessas partidas", contou à AFP o ex-zagueiro Francisco Pavon, colega de Zidane no vestiário dos 'galácticos'.

"Na época, tínhamos Luis Figo, Roberto Carlos, Raul... Talvez tínhamos no elenco quatro ou cinco dos melhores jogadores do mundo e Zidane era quem mais brilhava. Tínhamos a sorte de ter ele no nosso time e isso fazia diferença em jogos como esses", elogiou Pavon.

Reencontro de guerreiros

Homem de forte personalidade, Zinédine Zidane reencontrará neste sábado outro personagem conhecido por ser temperamental: Luis Enrique, atual treinador do Barcelona.

Em abril de 2003, "Zizou" protagonizou um embate violento com "Lucho" em campo (1-1), chegando a arranhar o rosto do capitão do Barcelona.

"Não tenho lembranças ruins de ninguém. Cada um defendia os interesses de seu clube", minimizou Luis Enrique, em janeiro.

O fato é que Zidane sabe que pode esperar um ambiente hostil no Camp Nou.

"Ele vai ser recebido de maneira hostil", afirmou Francisco Pavon. "Ele não é mais Zidane, agora ele é o técnico do Real Madrid, com tudo que isso representa".

Dez anos depois, fim da trégua

Por ironia do destino e do calendário, Zidane voltará a disputar um Real-Barça exatamente dez anos após seu último clássico como jogador, em 1 de abril de 2006 (1-1 em Barcelona).

"Estamos prontos", afirmou o agora técnico, consciente de que precisa fazer com que o Real apague a surra que levou do eterno rival no primeiro turno em pleno Santiago Bernabéu (4-0), quando a equipe ainda era treinada por Rafael Benítez.

Na quarta-feira, o atacante Gareth Bale reconheceu que o técnico francês vinha cobrando mais de seus jogadores. "Às vezes, precisamos de um empurrão para nos colocar no caminho certo", explicou o galês. "Zidane está começando como treinador, mas está indo muito bem. Ele transmite uma grande confiança".

Mesmo assim, a tarefa promete ser das mais complicadas, diante de um Barcelona aparentemente imparável e invicto há 39 jogos oficiais. "Nos clássicos que Zidane disputou, ele claramente se deu bem como jogador. Agora, vamos ver no que dá como técnico", concluiu Pavon.

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