"A não ser que a lei e as regras da Agência Queniana Antidoping (Adak) sejam aprovadas até o dia 2 de maio, o comitê de avaliação pedirá para que a Wada declare o não cumprimento da Adak", alertou o texto.
No início do mês, os parlamentares quenianos iniciaram a leitura preliminar de uma lei que pune com multa de mil dólares e até um ano de prisão atletas flagrados em exames antidoping.
O texto, porém, não poderá ser aprovado até o dia 20 de abril, já que as sessões do Parlamento estão suspeitas.
Em viagem oficial à França, o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, afirmou na quarta-feira que seu país precisa de tempo para implementar a nova legislação antidoping, mas mostrou-se otimista em relação à participação dos seus atletas nos Jogos.
O presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Sebastian Coe, ameaçou recentemente excluir os quenianos da modalidade no Rio caso a nova lei não seja aprovada a tempo.
A Rússia já foi banida de todas as competições de atletismo por conta de denúncias de "doping organizado" da Wada e corre sério risco de ficar fora das pistas nos Jogos.
No início de março, o Quênia foi citado pela IAAF numa lista de cinco país "em situação muito crítica", junto com Etiópia, Ucrânia, Belarus e Marrocos.
Cerca de quarenta atletas quenianos foram flagrados por uso de substâncias proibidas nos últimos três anos. Em fevereiro, o diretor da Federação Queniana de atletismo (AK), Isaac Mwangi, foi suspenso por seis meses, com suspeitas de corrupção para acobertar casos de doping.
O país africano surpreendeu a todos no último Mundial de Atletismo, em agosto, em Pequim, ao terminar pela primeira vez da sua história em primeiro lugar do quadro de medalhas, desbancando os Estados Unidos.