Ao final das investigações, os investigadores descobriram outros projetos de atentados fomentados por esta célula e viagens de jihadistas para a Síria.
Das vinte pessoas encaminhadas a um tribunal penal especial, dez estão em custódia, sete estão em liberdade condicional e três são alvos de um mandado de prisão, dois dos quais estariam na Síria.
Dois franceses convertidos ao Islã estavam entre os líderes do grupo: Jérémie Louis-Sidney, morto em outubro de 2012 durante a sua detenção em Estrasburgo (leste), e Jeremy Bailly, originário da região de Paris.
O DNA de Jérémie Louis-Sidney foi encontrado no pino da granada lançada na loja localizada em Sarcelles, bairro popular no norte de Paris.
Em uma caixa usada por Jérémy Bailly, a polícia encontrou materiais explosivos, armas e munições. Ao juiz, Jérémy Bailly não escondeu seus projetos: tinha a intenção de "fabricar uma bomba" para "explodi-la entre militares ou sionistas", de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.
Em junho de 2013, a investigação tomou um novo rumo quando um plano de ataque contra militares foi denunciado à polícia. Um certo Meher Oujani, nascido em 1988, foi detido. Ele negou qualquer projeto terrorista.
Três homens haviam escapado da polícia poucos dias antes, fugindo para a Síria.
Os dois homens que voltaram, Ibrahim Budina e Abdelkader Tliba, presos no início de 2014, serão julgados por um plano de ataque em seu retorno à França.
Nas áreas comuns de um edifício no sul da França, onde Budina havia se instalado, a polícia encontrou dois carregadores e explosivos. O terceiro homem, que permaneceu na Síria, se juntou ao grupo Estado Islâmico (EI).