Na ocasião, uma barricada erguida pelos xiitas para assegurar a passagem de uma procissão bloqueou um comboio onde viajava o chefe do Estado-Maior do exército, Tukur Yusuf Buratai.
Os militares acusaram os partidários do líder do movimento, Ibrahim Zakzaky, de tentar assassinar o general, uma acusação que o grupo xiita desmentiu.
Segundo depoimentos recolhidos pelos investigadores, havia mulheres e crianças entre as vítimas do confronto e os corpos foram levados para caminhões escoltados pelo exército para serem enterrados.
Não há informes oficiais sobre o incidente, mas a organização Human Rights Watch assinalou que ao menos 300 pessoas morreram.
O exército, acusado de graves violações dos direitos humanos durante sua luta contra a insurreição dos jihadistas do Boko Haram, disse que seus soldados respeitaram as normas internas.