A UA deu prazo de quatro dias ao governo do Burundi para aceitar e cooperar com a missão.
O conselho advertiu que se o Burundi for contrário ao envio da missão, a UA adotará "medidas adicionais" para garantir o deslocamento.
É pouco provável que o governo do Burundi, que sempre critica a interferência da comunidade internacional na gestão da crise política dos últimos meses, aceite uma missão militar em seu território.
Mas o CPS ressaltou a "determinação para adotar todas as medidas apropriadas contra todos os atores ou partes, independente de quem sejam, que impeçam a execução da decisão".
Em um primeiro momento, a missão contará com 5.000 homens, soldados e policiais, e um componente civil. A Maprobu se unirá aos observadores dos direitos humanos e especialistas militares já presentes no Burundi, segundo o CPS.
O Burundi enfrenta uma grave crise desde o anúncio em abril da candidatura do presidente Pierre Nkurunziza a um terceiro mandato, considerada por parte da população inconstitucional e contrária ao Acordo de Arusha que acabou com a guerra civil (1993-2006).
O governo não aceita um diálogo fora do país, como exigem os opositores, que atualmente estão em sua maioria no exílio.