A bandeira da União Europeia, fotografada em Bruxelas, no dia 1º de março de 2016 A bandeira da União Europeia, fotografada em Bruxelas, no dia 1º de março de 2016

Os 28 Estados-membros da União Europeia acordaram nesta quarta-feira prorrogar por seis meses, até 15 de setembro, as sanções contra personalidades ucranianas e russas por envolvimento no conflito no leste da Ucrânia, informaram diferentes fontes europeias.

"As sanções - restrições de vistos e congelamento de bens - serão renovadas até 15 de setembro", informou uma fonte europeia à AFP após uma reunião de diplomatas em Bruxelas.

A medida atinge 146 pessoas, entre elas dois líderes políticos e militares rebeldes, vários membros do governo russo, como o vice-premiê Dimitri Rogozin, e titulares das pastas da Defesa, Arkady Bakhin e Anatoli Antonov, acusados por Bruxelas de "desestabilizar" a Ucrânia.

Constam da lista negra personalidades ligadas ao presidente russo, Vladimir Putin, como Yuri Kovalchuk e Nicolai Terentievich, os dois principais acionistas do "banco do Kremlin", o Rossiya Bank. Também há 37 "entidades", empresas e organizações.

Com a anexação da Crimeia pela Rússia em março de 2014, a UE começou a aplicar sanções contra personalidades russas e ucranianas vinculadas à crise.

Mas foi logo após a derrubada de um avião comercial por um míssil no espaço aéreo ucraniano, em que morreram 298 pessoas, que a UE decidiu impor sanções econômicas à Rússia, com forte impacto na economia do país.

Em dezembro, a UE decidiu prorrogar até o fim de julho deste ano as sanções econômicas pela não aplicação em sua totalidade dos acordos de paz de Minsk, assinados por Moscou, os separatistas do leste da Ucrânia e Kiev.

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