Em Lesbos, a balsa Lesvos e o catamarã Nezli Jale receberam 131 pessoas, em sua maioria do Paquistão e Bangladesh, no porto de Mytilene, informou Ewa Moncure, porta-voz da Frontex, a agência de vigilância de fronteiras externas da UE, que comanda a operação.
A polícia grega anunciou números um pouco distintos: 136 pessoas partiram de Lesbos, 125 paquistaneses, quatro cingaleses, três bengaleses, dois indianos e dois sírios.
Vários manifestantes expressaram apoio aos expulsos, com direito a uma faixa com frase "Turkey is not safe" ("Turquia não é segura") no terraço de um hotel diante do porto.
Mas a operação aconteceu de maneira calma e ordenada, de acordo com Moncure.
Os migrantes, todos os homens, estavam no campo de Moria, a 10 quilômetros do porto.
Em Chios, outra ilha próxima da Turquia, a balsa Erturk Line-Cesme saiu do porto com 66 migrantes a bordo, segundo a polícia: 43 afegãos, 10 iraquianos, seis paquistaneses, cinco cidadãos congoleses, um somali, um marfinense e um indiano.
Dezenas de ativistas e simpatizantes compareceram ao local para pedir "liberdade", mas não foram registrados confrontos.
O acordo assinado entre a União Europeia e a Turquia prevê que para cada sírio devolvido, outro será admitido no território comunitário, com um teto de 72.000 pessoas.
Um primeiro grupo de 16 sírios desembarcou nesta segunda-feira em Hannover, norte da Alemanha, e um segundo grupo deve chegar nas próximas horas.
Uma fonte do governo alemão afirmou no domingo que dezenas de migrantes chegariam a França, Finlândia e Portugal.
A agência de notícias grega ANA anunciou no domingo que 750 migrantes seriam devolvidos a Turquia entre segunda-feira e quarta-feira, ao ritmo de 250 por dia, em sua maioria paquistaneses, cingaleses e africanos.
A Turquia começou a preparar centros de registro perto das ilha de Lesbos e Chios, assim como um campo de grande capacidade.
Ante a ameaça de expulsão iminente, vários migrantes teriam solicitado asilo nas últimas horas, já que, a princípio, o acordo envolve apenas os que não fizeram o pedido.
A operação provoca grande preocupação entre os defensores dos direitos humanos, incluindo a organização Anistia Internacional, que acusa Ancara de forçar uma centena de sírios por dia a retornar à Síria. A Turquia nega a acusação.
Mas o acordo não resolve o problema dos 50.000 refugiados que chegaram à Grécia antes de 20 de março e que permanecem bloqueados na fronteira desde o fechamento da rota dos Bálcãs.