Pessoas seguram fotos de vítimas de Cizre e Silopi mortas durante o toque de recolher em seu funeral em 12 de janeiro de 2016 em Sirnak Pessoas seguram fotos de vítimas de Cizre e Silopi mortas durante o toque de recolher em seu funeral em 12 de janeiro de 2016 em Sirnak

A polícia turca anunciou a detenção nesta sexta-feira de vários intelectuais que assinaram uma carta para pedir o fim das polêmicas operações do exército contra a rebelião curda, que provocou a ira do presidente conservador-islâmico Recep Tayyip Erdogan.

A pedido da promotoria, 21 professores universitários foram detidos durante o amanhecer em suas residências como parte de uma investigação por "propaganda terrorista" e "insulto às instituições e à República Turca", anunciou a agência de notícias pró-governo Anatolia.

Quase 1.200 pessoas assinaram na segunda-feira uma "iniciativa universitária pela paz", para pedir o fim da intervenção das forças de segurança turcas contra os rebeldes curdos do PKK.

Depois de dois anos de cessar-fogo, os combates entre as forças de segurança turcas e o PKK foram retomados no ano passado, o que acabou com as negociações de paz iniciadas em 2012 para tentar acabar com um conflito que deixou mais de 40.000 mortos desde 1984.

No texto que tem como título "Não seremos parte deste crime", os signatários denunciam que o governo executa um massacre deliberado e planejado que viola as leis turcas e os tratados internacionais.

A carta também foi assinada por intelectuais estrangeiros, como o linguista americano Noam Chomsky.

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