O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, acusou implicitamente a Rússia, nesta quinta-feira, de cometer crimes de guerra na Síria, enquanto Moscou acredita que a Turquia prepara uma intervenção militar no país vizinho.

"Os que ajudam o regime de Assad são culpados pelos mesmos crimes de guerra", disse Davutoglu, afirmando, em seguida, que a Rússia "bombardeia escolas e hospitais, e não as posições do (grupo extremista) Estado Islâmico", como assegura.

O primeiro-ministro fez estas declarações à imprensa durante uma conferência, em Londres, que pretende arrecadar nove milhões de dólares para ajudar os refugiados sírios.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, 21 civis, vários deles crianças, morreram, nesta quinta-feira, devido a um bombardeio russo em bairros rebeldes da cidade síria de Aleppo.

A Rússia insistiu que tem motivos para acreditar que a Turquia prepara uma intervenção depois que lhe negou a permissão para um voo de reconhecimento.

"Temos motivos fundamentais para suspeitar que a Turquia prepara intensamente uma invasão militar em território soberano" sírio, indicou o Ministério da Defesa russo em um comunicado.

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