Ninguém reivindicou o ataque, que atingiu Gaziantep, grande cidade perto da fronteira com a Síria, uma semana depois de visitar vários líderes europeus, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.
Em estado de alerta máximo, a Turquia foi atingida este ano por uma série de ataques atribuídos ao EI ou relacionados com a retomada do conflito curdo, causando dezenas de vítimas.
As forças de segurança turcas frustraram 49 ataques suicidas desde o início do ano, segundo afirmou o porta-voz do governo, Numan Kurtulmus.
Membro da Otan e da coalizão anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos, a Turquia parece ter reforçado as suas operações contra o EI no norte da Síria, onde os jihadistas controlam áreas na fronteira turca.
Mais de 60 supostos membros do EI foram mortos no domingo na Síria pela artilharia turca e drones da coalizão, noticiou nesta segunda a agência de notícias pró-governo Anatolia.
Estes bombardeios foram realizados em resposta aos numerosos ataques com foguetes atribuídos ao EI contra a cidade turca de Kilis. Pelo menos 20 pessoas foram mortas em Kilis por projéteis disparados da Síria este ano.
"Nós discutimos outras medidas, contando com nossos próprios recursos e solidariedade internacional, para prevenir as ameaças do outro lado da fronteira", declarou Kurtulmus após uma reunião do conselho de ministros presidido excepcionalmente pelo chefe de Estado Recep Tayyip Erdogan.