"Queremos uma operação terrestre com nossos aliados internacionais". Sem esta, "é impossível deter os combates na Síria", declarou este responsável à imprensa sob condição de anonimato.
Uma tal intervenção deve visar "todos os grupos terroristas da Síria", acrescentou, citando o Estado Islâmico (EI), mas também as forças do regime de Damasco e as milícias curdas das Unidades de Proteção do Poco Curdo (YPG).
Até o presente momento, a coalizão internacional anti-jihadista liderada por Washington se contenta em realizar ataques aéreos contra o EI no Iraque e na Síria.
A Turquia já alinhou sua posição com a de outro país ferozmente hostil ao presidente sírio Bashar al-Assad, a Arábia Saudita, que manifestou a sua disponibilidade para enviar soldados em solo turco para lutar contra o Estado Islâmico.
Já o Irã, que com a Rússia é um dos últimos apoios do regime de Damasco, advertiu nesta terça-feira que o envio de tropas sauditas violaria o "direito internacional".
Apesar de muito incerto, o pedido da Turquia relança o espectro de um confronto direto entre este membro da Otan e a Rússia.
Desde a destruição de um caça russo pela aviação turca no final de novembro, as relações entre Ancara e Moscou pioraram consideravelmente e complicam a perspectiva de uma solução política para a crise.
Depois de comparar o seu comportamento a de "uma organização terrorista", o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu denunciou nesta terça os bombardeios "bárbaros" e "covardes" da Rússia na Síria.
O Observatório dos Direitos Humanos (OSDH) relatou na segunda-feira bombardeios "provavelmente russos" no norte da Síria que fizeram, segundo a ONU, cerca de 50 mortos civis, incluindo crianças.