Desde a deposição, em julho de 2013, os tribunais condenaram em primeira instância centenas de islamitas, incluindo Mursi, durante julgamentos sumários muito criticados pela ONU, que os classificou de "sem precedentes na história recente do mundo".
No dia 3 de julho de 2013 o chefe das forças armadas, general Abdel Fattah al-Sissi (eleito presidente em 2014), depôs e ordenou a detenção do presidente Mohamed Mursi, membro da confraria islamita Irmandade Muçulmana.
Este grupo venceu todas as eleições desde a queda de Hosni Mubarak, em 2011, por uma revolta popular em meio à primavera árabe.
Nos meses seguintes, policiais e soldados mataram centenas de manifestantes pró-Mursi e detiveram milhares de simpatizantes, entre eles quase todos os membros da direção da Irmandade Muçulmana.
No dia 14 de agosto de 2013, 700 manifestantes partidários de Mursi morreram em apenas algumas horas no centro do Cairo. A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch classificou o ato de "possível crime contra a humanidade".
Na mesma noite, uma multidão furiosa matou 13 policiais no ataque contra uma delegacia de um bairro do Cairo, Kerdasa, conhecido por ser um reduto dos islamitas.