O ex-presidente, destituído pelo exército em julho de 2013, está sendo julgado ao lado de outros 10 pessoas pela acusação de supostamente ter repassado "documentos de segurança nacional" ao Catar.
Este é o quarto processo contra Mursi, membro da Irmandade Muçulmana, classificada como organização "terrorista" pelas autoridades. O ex-presidente já foi condenado à morte, prisão perpétua e a 20 anos de prisão em três processos distintos.
O Catar era um dos principais apoios de Mursi, destituído pelo então comandante do exército e atual presidente, Abdel Fatah al-Sisi.
Os partidários do ex-presidente são alvos de uma violenta repressão, que matou pelo menos 1.400 manifestantes islamitas. Centenas foram condenados à morte em julgamentos sumários em massa, mas vários apresentaram recursos e conquistaram o direito a um novo processo.