"Não podemos seguir suportando todo o peso sozinhos", disse Tzitzikostas, que pediu que o governo declare estado de emergência na zona.
Mais de 30.000 migrantes se encontram atualmente bloqueados na Grécia, tanto nas ilhas gregas do mar Egeu quanto no porto de Atenas do Pireu e no posto fronteiriço de Idomeni, entre Grécia e Macedônia.
O número de migrantes - principalmente sírios, iraquianos e afegãos - bloqueados na Grécia aumentou nas últimas semanas devido ao fechamento da fronteira do lado macedônio e às medidas restritivas tomadas por vários países dos Bálcãs.
Organizações humanitárias se mobilizam para fornecer ajuda a estas pessoas.
A ONG Médicos Sem Fronteiras começou a distribuir neste sábado barracas para outras 1.000 pessoas. Vários migrantes dormem ao ar livre, em condições deploráveis, informou um jornalista da AFP.
Bruxelas acolherá na segunda-feira uma cúpula extraordinária entre a UE e a Turquia centrada na crise migratória na Europa, a pior desde a Segunda Guerra Mundial.
A partir da fronteira com a Macedônia, Husam, um sírio de 25 anos, explica que os migrantes esperam muito desta cúpula.
"Agora estamos tranquilos porque esperamos um resultado favorável na segunda-feira e que nos deixem cruzar", disse.
"Mas se isso não acontecer, não sei o que sucederá", acrescentou.