(Arquivo) Larvas do mosquito Aedes aegypti são vistos em Cali, Colômbia, no dia 25 de janeiro de 2016 (Arquivo) Larvas do mosquito Aedes aegypti são vistos em Cali, Colômbia, no dia 25 de janeiro de 2016

As autoridades de saúde da Colômbia confirmaram nesta sexta-feira a morte de três pacientes que foram infectados com zika, em todos os casos após apresentarem sintomas neurológicos da síndrome de Guillain-Barré (GBS), também associada ao vírus.

"Confirmamos e atribuímos ao zika, com o antecedente real de zika, três mortes (.

..) Neste caso, as três mortes foram precedidas da síndrome de Guillain-Barrá", disse Martha Lucia Ospina, diretora do Instituto Nacional de saúde (INS).

Dois dos mortos são de Turbo (Antioquia, noroeste), perto da fronteira com o Panamá, e um da ilha turística de San Andrés, no Caribe.

"Os casos continuarão aparecendo porque (...) o mundo está conhecendo que o zika tem risco de morte. Não muito alto, mas tem risco", afirmou a epidemiologista em coletiva de imprensa.

Ospina, que compareceu junto ao ministro da Saúde, Alejandro Gaviria, disse que há outras seis mortes em avaliação.

Gaviria enfatizou a "preocupação" da Colômbia com o risco de morte trazido pelo zika em casos vinculados a Guillain-Barré, uma afecção na qual o sistema imune ataca o sistema nervoso e pode produzir paralisias.

"O Guillain-Barré é uma grande preocupação que temos hoje, tento por temas de mortalidade como por temas de congestão de UCIs (unidades de cuidados intensivos)", afirmou.

Segundo o último boletim epidemiológico do INS colombiano, até a terceira semana de janeiro havia 20.297 casos de zika registrados no país, 2.116 de deles em grávidas.

Os especialistas suspeitam que há um vínculo entre o zika e um aumento de casos de SGB, assim como de microcefalia nos fetos, mas ainda não há uma relação de causa e efeito cientificamente comprovada entre o vírus e essas condições.

Na segunda-feira, Gaviria disse que neurologistas disseram que passaram anos sem ver um caso de síndrome de Guillain-Barré e agora veem "três em um único dia". Atualmente, disse, há 15 pacientes desta doença em hospitais em Cucuta (nordeste), na fronteira com a Venezuela, e três em Ibagüé (centro-oeste).

"Há uma sobreposição suficiente no espaço e no tempo para dizer que aqui há claramente uma associação", explicou.

A Colômbia, que na semana passada declarou alerta verde hospitalar para se preparar para a "fase expansiva" do zika, não pretende suspendê-lo por ora.

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