"Uma multidão de atores - estatais e não estatais - são acusados de graves violações e abusos que poderão, em alguns casos, constituir crimes de guerra", declarou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, em um comunicado.
O informe sobre os abusos cometidos entre 2014 e 2015 destaca a deterioração dramática da situação na Líbia, país dividido e com dois governos e parlamentos diferentes, situados em Tobruk, leste da Líbia, e Trípoli, respectivamente.
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que controla a cidade costeira de Sirte, aproveita essas divisões e o caos para aumentar sua influência no país.
O informe realizado por seis especialistas entrevistou mais de 200 vítimas e testemunhas.
Milhares de pessoas se encontram detidas arbitrariamente em prisões onde a violência sexual é moeda corrente e a tortura é prática comum.
O texto também destaca o recrutamento forçado de menores por parte de grupos armados que juraram lealdade ao EI.