Eles abriram fogo, atingindo um dos barcos no mar. Os outros dois se afastaram para voltar pouco depois para rebocar o barco atingido", disse à AFP o porta-voz da GIP, leal às autoridades reconhecidas instaladas no leste, Ali al- Hassi.
"Nós podemos dizer que trata-se do EI porque recebemos informações sobre a intenção da organização de tentar entrar em Zueitina pelo mar", afirmou.
O grupo extremista sunita lançou na semana passada ataques visando o polo petroleiro do norte da Líbia, matando 56 pessoas em dois atentatos suicida em Zliten (170 km a leste de Trípoli) e Ras Lanouf (leste).
Esses confrontos ocorrem no momento em que a ONU procura estabelecer um governo de unidade nacional no país, imerso no caos, onde duas autoridades rivais - uma baseada no leste e reconhecida pela comunidade internacional, e o outra na capital Trípoli - disputam o poder.
A declaração datada de domingo, mas divulgada nesta segunda-feira na página do Facebook do Conselho Presidencial designado o governo de unidade nacional, denunciou "uma guerra aberta de todos os líbios contra o EI (...) para forçá-los a aceitar a tirania de obscurantista".
A Líbia dispõe das maiores reservas de petróleo da África, estimadas em 48 bilhões de barris. Sua produção era estimada em 1,6 milhões de barris por dia em 2011, mas conheceu uma queda de um terço desde o início do conflito.