..), como de golpista. Passei três semanas em São Paulo precisamente para que não me acusassem de qualquer articulação. Ultimamente começou uma guerra contra minha figura, no plano político e pessoal, e fui obrigado a me defender. Não estou guerreando, estou me defendendo", disse Temer.
O vice, chamado de "traidor" por Dilma por sua atuação em favor do impeachment, se disse preparado para assumir a direção do país diante do eventual afastamento da presidente.
"Sem ser pretensioso e com muita modéstia, devo dizer que tenho uma vida pública de muita experiência (...). Naturalmente, conhecendo razoavelmente os problemas do país, se o destino me levar a esta função (...) estarei preparado".
"Sei que por força do diálogo, e portanto coletivamente, com todos os partidos e vários setores da sociedade, vamos tirar o país da crise", prometeu Temer, que revelou ter se reunido com representantes de "todos os partidos".
Por outro lado, se o impeachment fracassar, "estarei tranquilo", disse Temer. "Ao longo deste período em que fui vice-presidente jamais tive um chamado efetivo para participar de questões de governo. Se nada acontecer, tudo continuará como antes".
Na véspera, em um discurso gravado para o caso de impeachment e vazado na Internet, Temer afirmou que é preciso "um governo de salvação nacional", e que o momento exige a "pacificação" e a "reunificação" do país.