(Arquivo) O técnico do Paris Saint-Germain, Laurent Blanc, em Paris, no dia 15 de fevereiro de 2016 (Arquivo) O técnico do Paris Saint-Germain, Laurent Blanc, em Paris, no dia 15 de fevereiro de 2016

Laurent Blanc, certo de que terá pela frente nas quartas de final da Liga dos Campeões um confronto "delicado e muito parelho" contra o Manchester City, espera que, enfim, o clube parisiense não sofre gol em casa, nesta quarta-feira, na partida de ida.

- O PSG vai disputar pela 4ª vez as quartas de final, enquanto vai ser a primeira vez do City. A experiência está ao seu lado?

"Os detalhes são importantes neste tipo de confronto. A experiência acumulada pode fazer a diferença. Nossas duas equipes estão satisfeitas por ter evitado os dois gigantes, Barça e Bayern de Munique, e também o Real Madrid. Depois de ter evitado esses times, algumas pessoas pensaram que o sorteio seria fácil. Claro que não! Falei com os jogadores a respeito disso ontem (segunda-feira). O Manchester City tem um elenco de qualidade e numeroso, com talentos individuais em todas as linhas, mesmo se sofrem com alguns desfalques, assim como a gente. Serão dois jogos delicados e muito parelhos".

- Qual a vantagem de se jogar em casa a primeira partida?

"Não sei, sinceramente. O sorteio nos obriga a receber o adversário em casa, mas, principalmente, pela primeira vez no mata-mata, seria importante não sofrermos gol no Parque dos Príncipes. Mesmo se tivermos que ficar com a bola, fazer gols e ganhar, é fundamental nos defendermos bem. Espero que sejamos capazes".

- Na sua opinião o PSG não é favorito?

"Estou pouco me lixando com isso! São vocês (jornalistas) que ditam isso! Neste nível, seja contra Chelsea ou Manchester City, as partidas são 50/50".

- Se o PSG for eliminado, a impressão seria de mais um fracasso?

"Vocês são como os franceses típicos, que só falam em eliminação. Me perdoem, mas prefiro não responder e esperar o resultado das duas partidas".

- Vocês já são campeões franceses, o City ainda tenta voltar a brigar pelo título inglês. O PSG poderia ser prejudicado pela falta de intensidade na adversidade?

"Não aguento mais escutar que a Ligue 1 no prejudica em termos de intensidade. Por jogar muitas partidas intensas, os clubes ingleses chegam cansados em fevereiro, março. É fato que a Ligue 1 precisa ser mais competitiva, sabemos disso, mas os ingleses têm um futebol muito competitivo a cada sábado e isso não vem se traduzindo em títulos nas competições europeias. Todos os campeonatos têm seus defeitos".

- Você pensa em mudar sua equipe titular em relação ao time que enfrentou o Chelsea?

"Sempre temos motivos para modificar a equipe. Para começar, não temos os mesmos jogadores à disposição, mas é possível que eu mantenha a equipe equipe que jogou bem contra o Chelsea. Poderia ser mais simples para mim".

- O City tem um estilo de jogo parecido com o do PSG...

"É verdade, se baseia na posse da bola. O estilo de jogo deles não nos convém porque é a mesmo filosofia que a nossa. O Chelsea deixou a gente ficar com a bola e apostava nos contra-ataques. Era conveniente para nós. O City quer controlar a partida e nós também. É uma equipe que fica mais à vontade quando ataca do que quando defende. O objetivo é obrigar o adversário a jogar num esquema com o qual não está acostumado, essa é a chave da partida".

Respostas colhidas em coletiva de imprensa

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