Temos que continuar a viver, mas respeito a decisão das autoridades", afirmou o Wilmots nesta quarta-feira, no dia seguinte ao atentado que deixou cerca de 30 mortos e 270 feridos na capital belga.
A pedido das autoridades do país, a federação belga chegou a cancelar a partida que seria disputada na terça-feira, antes de aceitar a proposta da federação portuguesa de jogar em Leiria, em 29 de março.
"Eu queria jogar aqui para mostrar (aos terroristas) que se eventos terríveis sacudiram o país, a vida não mudou para a maioria das pessoas, para mostrar que não temos medo e que não mudaremos nossa maneira de existir", continuou Wilmots.
"Essa é apenas minha opinião. Respeito e aceito a decisão tomada pela cidade de Bruxelas. Não era uma decisão fácil e tenho em mente a pesada responsabilidade das pessoas que a tomaram", completou.
O técnico belga agradeceu a federação belga por ter organizado em alguns dias um evento que normalmente leva vários meses para ser colocado em prática.
"Estamos muito felizes de jogar. Só faltava perguntar para os jogadores e eu não quis impôr nada. Dei duas horas para que refletissem e ninguém levantou sequer uma dúvida em relação ao jogo. Todos queriam jogar", concluiu Wilmots.
Desde terça-feira, o nível de alerta antiterrorista está no máximo em todo território belga, o que impossibilitou as autoridades de colocar um efetivo policial adequado para a realização do amistoso, explicou o ministério do Interior.