Os dois primeiros foram conquistados em 1997 e 1998, com o lendário John Elway, hoje diretor de operações e principal responsável pela montagem do elenco vitorioso.
Manning fez história, mas não chegou a ter uma grande atuação na finalíssima: acertou 13 dos 23 passes que tentou, para um total de apenas 141 jardas.
O grande destaque do Superbowl foi o linebacker Von Miller, eleito o MVP (Jogdor Mais Valioso), que forçou dois fumbles e conseguiu 2,5 sacks.
Líder da defesa de ferro dos Broncos, Miller foi um verdadeiro pesadelo para o quarterback do Panthers, Cam Newton, eleito na véspera o MVP da temporada.
"Eles simplesmente jogaram melhor. Não há nada que acrescentar, fomos dominados", lamentou Newton, de 26 anos.
Mistério sobre aposentadoria
Tudo indica que Manning, que completará 40 anos em março, vai sair de cena pelo alto, com esse segundo título, depois de ter triunfado em 2007, com o Indianapolis Colts, que o dispensou em 2011, por considerar que era velho demais para atuar em alto nível.
Mesmo assim, o veterano não quis revelar sua escolha. "É uma noite emotiva, e foi uma semana emotiva. Vou tirar um tempo para refletir", assinalou Manning depois da partida, a respeito de uma possível aposentadoria.
O quarterback também destacou que o impressionante resultado (24-10) na inesperada vitória dos Denver reflete o caráter dos companheiros de equipe.
"Prova nossa resistência, nossa resiliência e nossa generosidade", destacou.
Os Broncos conquistaram o título da Conferência Americana (AFC) com um significativo triunfo sobre o New England Patriots (20-18), campeão do ano passado, liderado por Tom Brady, marido da supermodelo brasileira Gisele Bundchen.
Já os Panthers venceram a Conferência Nacional, ao eliminar os Arizona Cardinals por 49-15.
O jogo confirmou a tradição de que as equipes que abrem primeiro o marcador nos Super Bowl acabam conquistando o título, como aconteceu em 34 das 50 partidas já disputadas.
Show fora de campo
No também tradicional show do intervalo, Coldplay, Beyoncé e Bruno Mars fizeram a festa dos torcedores.
Beyoncé usou um figurino em homenagem a Michael Jackson, que inaugurou a era das superproduções no intervalo do Superbowl, em 1993.
Outro momento marcante foi o hino americano cantado por Lady Gaga, mais contida do que costume, numa interpretação emocionante que deixou a plateia arrepiada.
Os 65.000 torcedores que lotaram o estádio de Santa Clara desembolsaram em média 5.000 dólares para assistir ao espetáculo.
Grande empresas aproveitaram a exposição do evento para estrear novos comerciais na TV, pelo custo astronômico de cinco milhões de dólares para trinta segundos na telinha, um recorde.
O 'hit' foi um comercial de carro com trilha sonora de David Bowie, falecido no mês passado.
Também teve anúncio de barra de cereal com famosa cena do vestido de Marilyn Monroe levantado pela ventilação de uma estação de metrô revisitada pelo ator Willem Defoe, e outro, bem menos glamouroso, promovendo um remédio contra diarreia.