As duas notas têm perspectivas negativas, razão pela qual podem voltar a cair.
"Os desafios políticos e econômicos que o Brasil enfrenta continuam sendo consideráveis. Esperamos agora um processo de ajuste mais prolongado, uma correção mais lenta da política fiscal, assim como outro ano de profunda contração econômica", avaliou a S&P.
Esta é a segunda redução que a agência faz da nota brasileira em seis meses, depois de, em setembro, retirar o selo de bom pagador (grau de investimento) da sétima economia do mundo.
Outra agência de classificação de risco, a britânica Fitch, também tinha colocado a nota brasileira na categoria "junk" em dezembro.
Estes rebaixamentos são perigosos para a fragilizada economia brasileira porque grandes fundos de capital não podem investir em países cuja dívida soberana é considerada especulativa por duas ou mais agências classificadoras.
O governo brasileiro estima que o PIB tenha recuado 3,1% em 2015 e, segundo o Fundo Monetário Internacional, cairá 3,5% este ano e não crescerá em 2017, o que pode fazer deste o maior período recessivo da História do país desde 1901.