Estes acordos geralmente preveem o abandono das armas pelos rebeldes em troca de uma ajuda aos habitantes locais, que vivem em condições precárias.
Uma grande parte da província de Homs segue sob controle dos insurgentes, principalmente da Frente Al-Nosra (ramos sírio da Al-Qaeda) e do grupo Estado Islâmico (EI).
Mais de 120 combatentes devem deixar Zabadani, último reduto rebelde na fronteira sírio-libanesa, passando pelo Líbano e Turquia, para outras áreas controladas pela rebelião na Síria, anunciou Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Ao mesmo tempo, 335 civis e combatentes das localidades de Foua e Kafraya, únicas aldeias xiitas na província de Idleb (noroeste) ainda sob controle militar, vão seguir para áreas sob controle do regime, também cruzando os dois países vizinhos, de acordo com a mesma fonte.
Em setembro, os rebeldes e o regime concluíram um acordo de trégua de seis meses em Zabadani e nas duas cidades xiitas em questão.
Negociado pelas Nações Unidas, a primeira fase do acordo prevê o estabelecimento de um cessar-fogo, seguido de um envio de ajuda humanitária e, finalmente, a evacuações de civis e combatentes feridos.
Os deslocados de Foua e Kafraya chegarão na Turquia através do posto fronteiriço sírio-turco de Bab al-Hawa, de onde serão transportados para o aeroporto de Beirute e de lá, por via terrestre, para Damasco, segundo Abdel Rahmane.
Os de Zabadani vão chegar ao Líbano através da fronteira terrestre, antes de aterrissar na Turquia, para terminar a viagem em zonas controladas pelos rebeldes sírios, segundo o OSDH.
Um outro acordo sem precedentes, que previa a partida no sábado de três bairros do sul do Damasco de cerca de 4.000 civis e jihadistas, pertencentes principalmente ao Estado Islâmico e a Frente Al-Nosra, foi suspenso um dia depois que as forças do governo mataram o poderoso chefe rebelde Zahrane Alluche, da milícia islâmica Jaich Al-Islã.
Além disso, ao menos 14 pessoas morreram e 132 ficaram feridas nesta segunda-feira em atentados que atingiram um bairro pró-regime de Homs, no centro da Síria, segundo informou a televisão oficial, que evocou dois atentados com carro-bomba e um ataque suicida.
Em compensação, se observava um cessar-fogo em Foua e Kafraya, os últimos dois povoados xiitas controlados pelo exército sírio na província de Idleb (noroeste), antes dominada pelos grupos rebeldes.
Para Yaacub Helou, o coordenador da ONU na Síria, a operação foi um secusso.
O Al Manar, canal de televisão do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de assad, divulgou imagens de dezenas de combatentes rebeldess que lotavam ônibus para deixar em Zabadani.
Desde o início do conflito sírio, que já matou mais de 250.000 pessoas e milhões fugiram do país.