Autoridades sanitárias estimam que cerca de 300 crianças devem nascer com microcefalia associada ao zika entre maio e setembro, considerando o número atual de mulheres grávidas infectadas com o vírus.
O vírus já infectou quase 84.000 pessoas no país desde que as autoridades começaram a monitorar o surto, em outubro, e o boletim divulgado neste sábado afirma que o número de casos está diminuindo.
Desde outubro, houve 77.500 casos de suspeita de infecção pelo vírus da zika e 6.400 casos confirmados. Os dois grupos incluem, no total, 15.038 mulheres grávidas.
Desde dezembro foram registrados também 529 casos de distúrbios neurológicos, principalmente da síndrome de Guillain-Barré, com sintomas compatíveis com o zika, embora esta associação ainda esteja sendo estudada pelos especialistas.
O Ministério da Saúde disse em dezembro que, antes do surto de zika, nasciam em média 129 bebês com microcefalia por ano na Colômbia, cuja população é de 48 milhões de pessoas.
O zika em geral provoca apenas sintomas brandos, parecidos com os da gripe. O vírus é transmitido principalmente por duas espécies do mosquito Aedes Aegypti, mas também por contato sexual.
Não há vacina para prevenir o contágio pelo zika.