A organização de um conselho de ministros israelense nas Colinas de Golã, pela primeira vez desde a ocupação por Israel em 1967, é uma "provocação", denunciou nesta segunda-feira o embaixador da Síria na ONU, Bashar al-Jaafari.

"Esta é uma provocação irresponsável cometida pelo primeiro-ministro da ocupação israelense Benjamin Netanyahu", afirmou Jaafari em Genebra, onde também está a delegação do regime sírio para as negociações de paz com a oposição.

Jaafari se reuniu mais cedo com o emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

"Ressaltamos a De Mistura o direito da Síria a recuperar o Golã ocupado até a fronteira de 4 de junho de 1967, por todos os meios legais garantidos pela Carta das Nações Unidas", disse Jaafari em uma entrevista coletiva.

Netanyahu afirmou no domingo que a parte anexada da colina síria de Golã "continuará nas mãos de Israel para sempre".

"Já é hora de a comunidade internacional reconhecer a realidade, é hora que, depois de 50 anos, se reconheça por fim que o Golã continuará sob a soberania israelense para sempre", acrescentou o primeiro-ministro. "Aconteça o que acontecer do outro lado (na Síria), a fronteira não mudará", enfatizou.

Estas declarações acontece durante as negociações de paz em Genebra para tentar por fim à guerra na Síria, que deixou 270.000 mortos e milhões de refugiados.

Segundo a imprensa, Netanyahu teme que Israel se veja submetido a pressões para uma eventual retirada do Golã em caso de acordo sobre o futuro da Síria.

A comunidade internacional nunca reconheceu a anexação, em 1981, de uma parte desta região síria por Israel.

Netanyahu fez esta declaração no começo do Conselho de Ministros semana realizado pela primeira vez na colina de Golã desde que Israel a conquistou em 1967.

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