Segundo a tenista, a substância entrou no final de dezembro do ano passado na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada).
"Eu sou responsável. Recebi uma mensagem da Agência Mundial Antidoping em dezembro e não chequei para ver se o medicamento tinha entrado na lista de produtos proibidos", continuou Sharapova.
Atual número 7 do ranking WTA, Sharapova explicou que recebeu na semana passada uma carta da Federação Internacional de Tênis informando que tinha sido flagrada no exame antidoping realizado em 26 de janeiro.
Nesse dia, a russa disputou a semifinal do Aberto da Austrália contra a americana Serena Williams, número 1 do mundo, perdendo em dois sets (6-4, 6-1).
Questionada sobre uma possível punição da Federação, a russa de 28 anos afirmou não saber se será suspensa, mas que vem cooperando com as autoridades do esporte para poder voltar a jogar.
"Não quero acabar minha carreira desta forma. Minha esperança é ter outra oportunidade e voltar a competir", concluiu a ex-número 1 do mundo.
Pouco após a coletiva de imprensa de Sharapova, a Federação internacional de tênis anunciou que a tenista russa "está suspensa provisoriamente a partir do dia 12 de março, à espera do decorrer do processo".
A curto prazo, a suspensão não mexe com os planos de Sharapova, que não disputará o torneio de Indian Wells, que começa nesta quarta-feira, devido à lesão no braço.