Após o incidente, as forças fiéis ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi se "retiraram de Zinjibar após terem penetrado na noite do sábado pelo sul", declarou à AFP um oficial.
"Esta retirada foi decidida após terem sido informados que a Al-Qaeda preparava outros atentados com carro-bomba contra nossas tropas", completou a mesma fonte, que pediu o anonimato.
As forças leais, apoiadas pelos helicópteros Apache da coalizão que opera no Iêmen há 13 meses em apoio ao governo de Hadi, puderam entrar no sul de Zinjibar, onde os combates deixaram no sábado 29 mortos, incluindo quatro soldados e 25 combatentes da Al-Qaeda, segundo fontes militares.
"Depois de nossa retirada, os Apache atacaram as posições da Al-Qaeda para assegurar a cidade", informou outro oficial, completando que os helicópteros "evitaram os atentados ao bombardear dois carros-bomba que se dirigiam a Kud", uma localidade a 5 km ao sul de Zinjibar, que no sábado foi retomada pelas forças leais a Hadi.
Por outro lado, os aviões da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita lançaram uma série de bombardeios noturnos contra posições da Al-Qaeda em Mukalla, capital da província vizinha e Hadramut, que o grupo extremista controla desde abril de 2015, declararam fontes militares.
A coalizão atacou o palácio presidencial, transformado em quartel general da Al-Qaeda, e posições das forças de segurança nas mãos dos extremistas, impactando depósitos de armas e causando fortes explosões, segundo os habitantes.
"Os bombardeios aéreos preparam uma operação terrestre no marco de uma grande ofensiva do exército para expulsar a Al-Qaeda de Mukalla e da província de Hadramut", explicou outro oficial.
Estas operações continuam com outras similares que as forças pró-Hadi, com o apoio da coalizão, realizaram com sucesso em alguns bairros de Aden, segunda cidade do Iêmen, no sul.
Ao mesmo tempo, representantes dos rebeldes e do governo iemenita continuavam reunidos em negociações de paz no Kuwait.
Os Estados Unidos consideraram que se o governo e os rebeldes conseguem solucionar o conflito, poderiam "concentrar em ameaças" como a Al-Qaeda.