Nenhum explosivo foi encontrado dentro da aeronave.
Com as mãos para cima, ele deu alguns passos na pista antes de ser imobilizado por dois policiais, que o revistaram e o levaram para o interior do aeroporto.
"O sequestrador acaba de ser preso", anunciou o porta-voz da presidência, Nikos Christodoulides, em uma mensagem no Twitter.
O ministro da Aviação Civil do Egito, Sherif Fathy, declarou à televisão estatal que "os passageiros e a tripulação foram libertados em segurança".
As últimas pessoas a bordo do avião desceram a escada de embarque e desembarque, enquanto uma pessoa escapava pela janela da cabine do Airbus.
O Airbus A-320 foi sequestrado no início da manhã, quando fazia o trajeto entre Alexandria (norte) e Cairo.
Segundo o ministério da Aviação Civil egípcio, o piloto do avião explicou que "um passageiro disse ter um cinturão de explosivos e o obrigou a pousar em Lárnaca".
O sequestrador teria entrado em contato com a torre de controle do aeroporto cipriota às 8h30 locais (2h30 de Brasília) e o avião foi autorizado a pousar as 8h50 locais, segundo a polícia do Chipre.
"Ele não tinha nem revólver nem qualquer arma. Consideramos a possibilidade de o cinto de explosivos ser real pela segurança dos passageiros", indicou Fathy.
Segundo o presidente cipriota, Nicos Anastasiades, o sequestro "não está relacionado a terrorismo".
Após o pouso do avião no Chipre, e a libertação sem incidentes da maioria dos passageiros, o sequestrador pediu para ver sua ex-esposa cipriota, segundo uma fonte governamental. A mulher foi levada ao aeroporto, acompanhada por uma criança, segundo a rede de televisão Sigma.
Ele ainda "entregou uma carta em árabe à polícia", segundo o porta-voz da polícia cipriota, Nicoletta Tirimou.
O aeroporto de Larnaca foi fechado e vários voos foram desviados para os aeroportos de Paphos, no oeste da ilha.
Sequestros precedentes
Dos 81 passageiros a bordo, 21 eram estrangeiros: oito americanos, quatro britânicos, quatro holandeses, dois belgas, um francês, um sírio e um italiano, anunciou o ministério da Aviação Civil egípcio.
O sequestro aéreo aconteceu cinco meses após a queda, em 31 de outubro, de um Airbus A-321 russo no Sinai egípcio, logo após sua decolagem do balneário de Sharm el-Sheikh. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) afirmou ter colocado uma bomba dentro do avião, provocando a sua queda, que fez 224 mortos.
O Egito tem sido cenário de episódios de violência, principalmente no Sinai, desde a destituição e prisão, em julho de 2013 pelo exército, do presidente islâmico Mohamed Mursi e a repressão de seus simpatizantes.
O aeroporto de Lárnaca já foi palco de vários sequestros de aviões nos anos 1980 e 1990.
Em 26 de agosto de 1996, um Airbus A310 da Sudan Airways, que fazia a conexão entre Cartum e Amã, com 199 pessoas a bordo, foi desviado para Lárnaca e depois para Stansted (50 km de Londres), por sete iraquianos que queriam pedir asilo político na Grã-Bretanha.
Eles então se renderam sem violência.
Em Abril de 1988, um Boeing 747 da Kuwait Airways, que fazia o trajeto entre Bangcoc e Kuwait, transportando 111 pessoas, foi sequestrado em Mashhad (Irã).
Os sete sequestradores tentaram, sem sucesso, obter a libertação de 17 extremistas xiitas pró-iranianos detidos no Kuwait.
O avião aterrissou em Larnaca, onde dois passageiros do Kuwait foram mortos pelos sequestradores. Os reféns foram libertados em uma escala final em Argel.