Por ironia do destino, o meia do Paris Saint-Germian teve uma das noites mais inspiradas da sua carreira com a camisa 'alviceleste', em um dos momentos mais tristes da sua vida: poucas horas antes da partida, recebeu a notícia de que sua avó faleceu.
Depois de abrir o placar, aos cinco minutos do segundo tempo, 'El Fideo' não conteve as lágrimas e puxou uma camiseta debaixo do seu uniforme, com a mensagem: "vó, vou sentir muito sua falta".
Oito minutos depois, Di María ainda deu assistência para Ever Banega anotar o segundo, retribuindo o passe que recebeu do meia do Sevilla quando balançou as redes.
José Fuenzalida descontou de cabeça nos acréscimos, mas era tarde demais para evitar a derrota chilena.
A Argentina divide a liderança do grupo D com o Panamá, que mais cedo derrotou a Bolívia pelo mesmo placar de 2 a 1, na primeira partida da sua história na Copa América.
Messi foi poupado por sentir dores na coluna por causa de uma pancada que levou em amistoso contra Honduras (1-0), mas a expectativa é de que volte para a próxima partida, na sexta-feira, contra o Panamá, em Chicago. Já os chilenos tentarão somar os primeiros pontos no torneio contra a Bolívia, em Foxborough.
- Dupla da pesada -
No lugar do craque do Barcelona, o técnico Gerardo 'Tata' Martino escalou Nicolas Gaitán ao lado de Higuaín e Di María, deixando Aguero no banco.
O duelo começou em ritmo frenético, com ambas as seleções buscando o gol e jogando em alta intensidade.
O jogo estava lá e cá, mas a Argentina era mais contundente, com a velocidade de Di María e a categoria de Banega, dono do meio de campo.
Aos 22, Di María puxou contra-ataque pela esquerda e cruzou rasteiro para Higuaín, que tentou fazer de letra, mas foi travado na hora da finalização.
O Chile não demorou a reagir. Vidal aproveitou saída errada dos 'Hermanos' e tocou para Alexis Sánchez, que obrigou o goleiro Romero a fazer uma grande defesa.
O segundo tempo começou como o primeiro, a mil por hora. A 'Roja' criou ótima chance logo no primeiro minuto, quando Jara subiu mais alto que todo mundo em cobrança de escanteio de Sánchez, mas cabeceou por cima.
Quem não faz, leva, e o castigo veio quatro minutos depois, com a pressão argentina sobre a saída de bola chilena dando resultado. Banega conseguiu o desarme na altura do círculo central, arrancou pelo meio e deu um passe açucarado para Di María.
O meia do Paris Saint-Germain recebeu na esquerda da área e bateu no canto direito do goleiro Bravo, que não fechou bem o ângulo.
O segundo gol saiu aos 13, com os mesmos protagonistas. Desta vez, Di María foi o 'garçom' e coube a Banega balançar as redes, em chute desviado pela zaga.
Higuaín quase fez o terceiro aos 21, mas Bravo defendeu com o pé. O camisa 9 saiu sete minutos depois, dando lugar a Aguero, que teve sua chance aos 44, mas também esbarrou no goleiro do Barcelona.
Fuenzalida ainda fez o gol de honra da 'Roja' nos acréscimos, mas nada que estragasse a festa argentina, entre risos e lágrimas, em memória da avó de Di María.